Maria, em sua Natividade e infância - “Maria Menina” – é o modelo de humildade e pequenez evangélica, proposto e praticado por Jesus .
1. Quem é Maria Menina ou "Nossa Senhora Menina"?Maria Menina ou "Nossa Senhora Menina" é a mãe de Jesus venerada na sua infância, desde a sua natividade, cuja festa, dia 08 de setembro, esta incluída na liturgia oficial da Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente católico. Quais as fontes das referências marianas?
2. A devoção a Maria, tem seu fundamento nas fontes bíblicasO nascimento e infância de Maria, é narrado somente nos evangelhos Apócrifos[1]. As referências bíblicas a respeito de Maria, a mãe de Jesus, constam desde as prefigurações ou alusões no Antigo Testamento (AT)[2]. É no Novo Testamento (NT), que a doutrina mariana encontra sua fonte principal, especialmente nos evangelhos, onde temos dados essenciais sobre Maria. Os evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e o livro dos Atos dos Apóstolos, nomeiam a mãe de Jesus pelo nome “Maria”. O evangelista João refere-se a ela como “a mãe de Jesus” (cf. Jo 2, 1 e 19,25-27). É o NT que apresenta o testemunho sobre Maria, sóbrio e denso ao mesmo tempo.
Maria dos evangelhos apresenta-se como a serva do Senhor (cf. Lc 1,38 e 48). Os cristãos a elegem como seu modelo, pois ela é a Serva por excelência que entrega toda a sua vida, toda a sua personalidade, desejos, aspirações, sonhos, sem reserva e sem limites ao Senhor seu Deus. Todos os seguidores de Jesus, veem nela o modelo de “infância” e pequenez evangélica que foi proposto e praticado por Jesus e é documentado por Mt 18, 1-5; Lc 9,46-48; Mc 9,36-37.
Maria, em sua Natividade e infância - “Maria Menina” – é o modelo supremo e essencial de humildade e pequenez evangélica. Ela é exemplo e incentivo para todos aqueles que contribuem para a implantação do “Reino dos céus” (Mt 18,2-3) e a nova realidade a ser assumida no espírito da infância e humildade evangélicas. Com Maria Menina aprende-se a acolher, com docilidade, estupor, alegria e entusiasmo, um novo caminho, na busca de responder aos desígnios de Deus. Como a criança, confiante e abandonada, repousa no colo de quem a ampara, assim Maria, na sua infância, é exemplo de confiante e ilimitada relação com Deus, sem temores, mas na alegria, ternura, feliz entrega, próprias de uma criança. É a partir das referências e reflexões com bases bíblicas sobre Maria, na sua infância e pequenez evangélica, que a devoção a “Maria Menina”, encontra seu verdadeiro sentido.
3. A devoção a Maria com o título de “Maria Menina” ou “Nossa Senhora Menina” já existia, vinda do Oriente e desenvolvida em Milão, norte da Itália, antes do início do Instituto das “irmãs de Caridade” fundado por Bartolomea em Lovere na Itália.As “Irmãs de Caridade das Santas Bartolomea Capitanio e Vicença Gerosa” começas e serem chamadas, popularmente, de “Irmãs de Maria Menina” desde quando, a imagem, venerada no simulacro (Berço), em um hospital onde as Irmãs atuavam, a Virgem Menina manifestou-se com um milagre em 1884, demonstrando assim, a sua especial proteção por esta família religiosa. Ao conhecer o poder miraculoso desta devoção propagada pela Congregação, o povo passou a chamar essas irmãs com a denominação de “Irmãs de Maria Menina”. A resposta, portanto, vem da história. (Se quiser pode deixar esta parte para o tema da história que você vai fazer).
Maria Menina é uma das mais belas e grandes maravilhas, através da qual, a graça de Deus se manifesta causando estupor e alegria entre seus fiéis devotos e, em particular entre as Irmãs de Caridade, ditas de “Maria Menina” que por “desígnio providencial” acompanha o Instituto desde as suas origens (cf. Cs 8).
Todo fiel cristão poderá escolher o seguimento de Jesus Cristo Redentor, na medida em que praticar o amor-caridade e procurar vivenciar a simplicidade, a humildade e a solicitude de Maria que, forte na dor, associou-se ao sacrifício de seu Filho, que na cruz a tornou mãe da Comunidade fiel (Jo 19,25-26). Viverão, então, a beleza de Jesus ressuscitado e a alegria de Maria que se proclamou a “Bem-aventurada” por todas as gerações (Lc 1,48).
[1]A palavra “Apócrifo” provém do grego (apócryphos) que significa escondido, secreto, oculto.
[2] Cf. Gênesis, capítulo 3, versículo 15, que é chamado de Proto-evangelho porque já anuncia o projeto salvador de Deus, com a vitória do bem sobre o mal; conferir também Outro exemplo do AT é o texto de Isaias, capítulo 7, versículos 10-16, que se refere ao nascimento do Messias, o Emanuel, que nascerá de uma “virgem” e que na releitura do evangelista Mateus, é aplicado a Maria mãe de Jesus, o Messias. Encontramos esta passagem onde Mateus narra a “Genealogia de Jesus”, no capítulo 1, versículos 22-23.