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MARIA, A MÃE DOLOROSA NO SÁBADO SANTO

Maria permanece em silêncio no Sábado Santo, na espera, sem perder a fé no Deus da vida, enquanto o corpo do Crucificado jaz no sepulcro. Como Virgem fiel, ela nos ensina e nos obtém a consolação das nossas tribulações para que possamos consolar aqueles que se encontram desolados ou aflitos.

Reflexões

27.03.2026 - 20:47:00 | 2 minutos de leitura

MARIA, A MÃE DOLOROSA NO SÁBADO SANTO

MARIA, A MÃE DOLOROSA NO SÁBADO SANTO
Ir. Etel Mª Costa

Veio-me a pergunta: e como estaria Maria no sábado Santo, após o sepultamento do filho? Quanta dor! Quanta desolação ela terá passado! Deve ter sido um dia longo de grande tristeza que penetrou até o fundo de sua alma! Ela experimentou o vazio da separação do filho ainda jovem, mesmo consciente que tudo podia estar dentro dos planos de Deus. 
Convém-nos contemplar Maria que permanece em silêncio no Sábado Santo, na espera, sem perder a fé no Deus da vida, enquanto o corpo do Crucificado jaz no sepulcro. Como Virgem fiel, ela nos ensina e nos obtém a consolação das nossas tribulações para que possamos consolar aqueles que se encontram desolados ou aflitos. 
No Sábado Santo da desilusão, ela é a Mãe da esperança que nos consola o coração. Maria foi a mulher que aprendeu em toda a sua vida a esperar, sem ter nada claro. No Sábado Santo da ausência e da solidão, Maria permanece a Mãe do Amor e nos obtém a consolação da vida.
Maria que é, por isso mesmo, chamada de Mãe das Dores, é aquela que não cessa de amar a Deus, não obstante a sua aparente ausência e nele não se cansa de amar os seus filhos, protegendo-os no silêncio da espera. No Calvário e no Sábado Santo, Maria é o ícone do amor para a Igreja, sustentada por uma fé mais forte do que a morte, e, viva na caridade que supera todo abandono. Maria nos transmite uma consolação tão profunda que nos permite saber amar também quando para nós é calvário de fé, e Sábado Santo de esperança, e, quando nos parece não vermos nada de positivo em nossa frente. 
Como Maria guardava todas as coisas meditando-as em seu coração (cf. Lc 2,51), também nós, vivamos esta quaresma, a seu exemplo, e na Páscoa da Ressurreição, com ela cantemos exultantes o Magnificat e o Aleluia dos que sabem esperar com fé. 
Que saibamos reconhecer na ressurreição de Jesus, a sua fidelidade ao Pai e a presença, humilde, silenciosa, contemplativa e amorosa de sua mãe, a mulher das dores, mas plena de fé e esperança até o fim.