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Maria, um modelo para a vida política I

Ao olharmos para a figura de Maria de Nazaré, frequentemente a vemos apenas sob uma ótica devocional, distante das complexidades do mundo hodierno. No entanto, o artigo "Maria, um modelo para a vida política (I)", de Ir. Etel Maria P. da Costa, nos convida a redescobrir Maria como uma mulher profundamente inserida na história de seu povo, conhecedora de seus anseios por justiça e dignidade. Ao dar o seu "Sim" ao projeto de Deus, ela se torna a Mãe do maior "Político-religioso" da história, estabelecendo um modelo radical para quem assume a vocação pública. Este texto desafia o cristão a compreender a política não como poder, mas como serviço abnegado, onde a erradicação das injustiças sociais e a construção do bem comum se tornam a verdadeira profecia, guiando a construção de uma "nova cidade" baseada na paz, no amor e na justiça.

Reflexões

11.07.2026 - 14:35:00 | 2 minutos de leitura

Maria, um modelo para a vida política I

 
MARIA, UM MODELO PARA A VIDA POLÍTICA (I)
 Ir. Etel Maria P da Costa

Maria vive a história do presente e do passado de seu povo, conhece seus anseios por condições melhores de vida. Unida com o povo e participando da comunidade dos crentes ela também espera o Messias, aquele que traria grandes e promissoras mudanças para todos. Por isso ela diz Sim ao convite de Deus, para ser a Mãe de seu Filho, o maior e incomparável “Político-religioso” de todos os tempos.
Aqui está o segredo de quem assume um projeto político. Toma conhecimento de uma causa, de uma necessidade concreta e ampla que pressupõe um projeto e programa sérios para encaminhar soluções. É o projeto e a vontade do político que influencia e faz acontecer o econômico, o social, o cultural e tudo que constitui a vida de um povo organizado, educado e consciente de seus deveres e direitos.
O político deve como Maria responder como servo do povo, em vista de um bem comum e nobre, dando sua vida pelos seus compatriotas. A resposta do candidato político eleito assume como a resposta de Maria uma perspectiva de erradicação das injustiças sociais e proclama o seu programa de trabalho em tom de profecia para fazer prevalecer os direitos e a dignidade humana de todos e não só de alguns privilegiados.
A responsabilidade e o trabalho do político, ajudam construir uma nova história, na qual o povo receberá a luz e a bonança messiânicas: a Paz, o Amor, a Justiça e a Felicidade plenas. Assim todo o povo será como Maria, alegre e “cheia de graça”, pois, uma nova cidade está sendo construída e, uma nova cultura e relações sociais e políticas estão sendo estabelecidas pelos projetos políticos. Os políticos são escolhidos pelo povo porque são ou deveriam ser como a mãe do Messias e como Ele mesmo, “cândidos” – origem da palavra “candidato”, – puros, confiáveis, honestos e capazes de pôr em prática aquilo que prometeram nas campanhas. Assumem, portanto, o jeito de Maria que prometeu e cumpriu o compromisso assumido com o projeto salvífico de Deus, quando aceitou ser mãe de Jesus, e assumiu estar ao seu lado, como discípula fiel, na realização de seu projeto redentor.
(contina: Maria, um modelo para a vida política (II)