BREVE HISTÓRICO DO INSTITUTO
Onde e quando foi fundado
O Instituto das Irmãs de Caridade das Santas Bartolomea Capitanio e Vincenza Gerosa, popularmente conhecido como Irmãs de Maria Menina, foi fundado no dia 21 de novembro de 1832, na cidade de Lovere, Itália.
Bartolomea, sua fundadora
A fundadora foi uma jovem de Lovere, chamada Bartolomea Capitanio. Ela teve a inspiração para fundar um Instituto novo, que é uma intuição profunda que se denomina Carisma. Para essa sua missão ela contou com a ajuda de Caterina Gerosa (Santa Vincenza), também de Lovere e filha de comerciantes de peles. Bartolomea traçou as linhas de seu Instituto num escrito chamado de Promemoria, que hoje chamamos de Papéis de Fundação, pelo conteúdo que assim o caracteriza. Esse texto ela o redigiu, não por vontade própria, mas como ela mesma escreveu ao introduzi-lo: “Para obedecer, escrevo”. Esse texto, de grande importância para o Instituto, conserva-se em seu original manuscrito, nos arquivos da sede geral, em Milão.
A Caridade: Fundamento e Finalidade do Instituto
A inspiração de Bartolomea, expressa no Promemória, foi de que o Instituto tivesse por fundamento e finalidade, a Caridade. Assim ela se expressa: “Creio que numa comunhão, tive este pensamento: O Instituto que se fundará em Lovere seja totalmente fundado na Caridade e, isto deve ser o seu escopo principal”.[1] Antes de fundar o Instituto, ela havia feito voto de caridade e sentia-se inclinada a viver a caridade, inspirada na vida laboriosa de Jesus.
Jesus Redentor
Bartolomea não conseguiu dar um nome ao seu Instituto durante o tempo em que nele viveu. Mas, em suas inspirações ela desejava que ele fosse dedicado a Jesus Redentor. No Promemória, ela escreveu que como tantos Institutos têm por objetivo “honrar Maria Santíssima, ou imitar algum santo etc, este deve propor-se a honrar o Redentor e imitar-lhe seus exemplos”[2]. Bartolomea fala em imitação não no sentido de repetir a mesma coisa que Jesus fazia, mas fala numa ótica de seguimento de Jesus e de contemplação de seu modo de ser e agir, de maneira que isso faça com que suas ações se reproduzam em quem se dispõe a segui-lo. O Instituto deve propor-se a imitar os seus exemplos “de modo que quem nele se consagra possa se tornar verdadeira filha de Jesus Cristo por imitação.[3]
Caterina Gerosa - Santa Vincenza
Um papel de grandíssima importância foi exercido por Caterina Gerosa, após a morte de Bartolomea. Fundado o Instituto, depois de apenas oito meses Bartolomea morreu, por ter sido acometida de tuberculose, doença incurável em sua época. Diante de sua ausência, Caterina não via mais horizontes diante de si e pensou em fechar a obra do Instituto que apenas havia começado. Decidiu voltar para a casa da família, depois de enviar para casa as crianças que tinham sido acolhidas no Instituto. Nesse retorno, encontrou o Pe. Angelo Bósio, que tinha sido grande amigo e orientador de Bartolomea que lhe para voltar e dar continuidade ao Instituto. Ela compreendeu que essa era a vontade de Deus para a sua vida e voltou para continuar a obra iniciada por Bartolomea. Sua presença e liderança no Instituto o marcaram profundamente pela grande caridade vivida por ela. As pessoas confiavam tanto nela, que até as mães ficavam tranquilas e felizes quando suas filhas decidiam tornar-se irmãs no Instituto. Ela levou a missão adiante, difundindo-a pelo modo de ser e agir de modo que, quando ela faleceu, o Instituto já tinha um grande número de irmãs.
Refundação? O fato do cólera
Quando Bartolomea já tinha morrido e o Instituto contava com seis membros, ocorreu um fato muito marcante que marcou os inícios como uma espécie de “segunda fundação”[4]. A ocasião foi a epidemia do cólera que chegou ao norte da Itália em 1835, aparecendo em Lovere exatamente no mês de julho de 1836. Muitas pessoas atingidas pela doença ficavam desassistidas e sem atendimento. Santa Vincenza tomou a seguinte atitude: enviou as meninas que eram internas para que fossem às suas famílias, fechou a pequena escola que havia e, com as seis companheiras foi socorrer os doentes onde quer que estivessem. Ela disse às que formavam a comunidade: “Jesus está se apresentando a nós como doente de cólera. Ninguém de vocês é obrigada a atendê-los. Eu vou.” E todas foram com ela. Esse fato tornou o Instituto conhecido e muito apreciado, levando-o a se expandir para outros lugares.
Expansão do Instituto
O Instituto foi se incrementando numericamente, mesmo com algumas oscilações, mas se mantendo constante, de modo que em 1847, quando morreu Santa Vincenza Gerosa, já contava com 156 irmãs distribuídas em 25 comunidades; e, nove anos depois em 1856, as irmãs chegaram a 382 e as comunidades a 55. Isso significa que, com 24 anos de existência, o Instituto quase chegou a quatrocentas irmãs.
Tornando-se conhecido, passou a receber convites para atuar em diversos campos caritativos. Primeiramente nas proximidades de Lovere, depois para diversos lugares da Itália e, posteriormente para o exterior, começando uma primeira missão na Índia, no ano de 1860.
Nos inícios, as obras assumidas eram mais num âmbito social e da saúde. As fundações foram numeras para atender orfanatos e hospitais. Mais tarde, o Instituto passou a atuar também na educação formal e em outras atividades e serviços em favor dos pobres e necessitados.
As novas fundações de comunidades, como no início do Instituto, sempre foram uma resposta aos apelos da realidade e da Igreja diante das necessidades apresentadas.
Atualmente, o Instituto encontra-se presente em vinte países e quatro continentes, assim distribuídos: Europa: Itália, Romênia e Espanha; Américas: Argentina, Brasil, Peru, Uruguai e Estados Unidos; Ásia: Índia, Bangladesch, Myanmar, Tailândia, Nepal, Israel, Palestina e Japão; África: Zâmbia, Zimbabwe, Egito e Etiópia.
[1] PF 1.
[2] PF 3.
[3] Idem.
[4] In: CARRARO, M; MASCOTTI, A. L’Istituto dele sante Bartolomea Capitanio e Vincenza Gerosa. Milano: 1987, pág. 99
Texto elaborado por
Ir. Judith Angela Dallabrida
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